
Feliz Natal...
Em inglês, Merry Christmas...
Em espanhol, Feliz Navidad...
Em francês, Joyeux Nöel...
Em italiano, Buon Natale...
Em holandês, Vrolijk Kerstfeest...
Em japonês, Merii Kurisumasu...
Em espanhol, Feliz Navidad...
Em francês, Joyeux Nöel...
Em italiano, Buon Natale...
Em holandês, Vrolijk Kerstfeest...
Em japonês, Merii Kurisumasu...
Podemos dizer esta mesma frase em muitas línguas. Isso nos leva a pensar que o Natal agora é uma festa universal, onde todos compartilham o mesmo espírito natalino (ou consumista, segundo os mais críticos) povoado por presentes, Papai Noel e outros símbolos típicos, que inclusive já foram tema de um especial anterior da Biblioteca Virtual.
O Natal, como conhecemos, é uma comemoração essencialmente cristã, pois celebra o nascimento de Jesus Cristo. Neste especial vamos "viajar" a diversos países e ver o que esta época representa para eles.
Pratos e sobremesas típicas fazem parte da tradição do Natal. O Bolo-Rei era originalmente consumido no Dia dos Reis, mas agora os portugueses agregaram à ceia de Natal.
Em geral, os presentes são entregues no Natal. Na República Dominicana, é necessário esperar um pouco mais: os presentes são oferecidos apenas no Dia de Reis, em 6 de janeiro.
As origens do Natal
O Natal começou a ser comemorado no dia 25 de dezembro porque é o dia provável do nascimento de Jesus? Não! Na verdade trata-se de uma apropriação da data pelos cristãos. Havia uma outra comemoração, há cerca de 7 mil anos antes mesmo de Cristo. Nessa época muitos povos do hemisfério norte celebravam o solstício de inverno, marcado pela noite mais longa do ano. A partir dela, que representa o apogeu do inverno, todas as noites seguintes começam gradualmente a ter uma duração menor até chegar no solstício de verão, que é o ápice de sua condição oposta. Esse fenômeno era interpretado como a vitória da luz sobre a escuridão, ou o "retorno do Sol". A comemoração não tinha data fixa, pois podia ocorrer próximo ao dia 22 de dezembro, chegando até ao dia 25.
Eram muitos os modos de celebrar o solstício. Os mesopotâmios faziam festa durante 12 dias. Era o momento em que os gregos cultuavam Dionísio (deus do vinho) e os egípcios relembravam a passagem de seu deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens são para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Os antigos povos da Grã-Bretanha festejavam em torno de Stonehenge, monumento erguido em 3100 a.C. As mitologias persa e hindu reverenciavam uma divindade chamada Mitra, cuja origem remonta dois milênios a.C., que era considerada o símbolo do "Sol Vencedor". Aos poucos, o império romano também foi incorporando o culto a Mitra e a celebração do solstício, através do Festival do "Sol Invictus", no dia 25 de dezembro. Outra festa romana que coincidia na mesma época do ano era a Saturnália - homenagem ao deus Saturno - onde havia muitos banquetes, sacrifícios e trocas de presentes. Quando o cristianismo se estabeleceu como a principal religião local, a Saturnália foi proibida e o culto ao solstício foi substituído pela comemoração do nascimento de Jesus. Todos os rituais pagãos foram banidos, com exceção de alguns costumes como a troca de presentes.
Mas, e a data real do nascimento de Jesus?
Muitos estudiosos acreditam que tenha ocorrido entre março e novembro, quando o clima no Oriente Médio é mais ameno. O inverno, em dezembro, é muito rigoroso e seria muito difícil algum bebê ter nascido em uma estrebaria nesse período...
De qualquer forma, o fim de dezembro acabou sendo uma época excelente, na maior parte da Europa, para fazer celebrações. Muitos animais, criados em fazendas, eram mortos para poupar gastos com alimentação durante o inverno. Também era a única ocasião em que se tinha carne fresca disponível. A cerveja e o vinho, produzidos durante o ano, também ficavam prontos para o consumo nesse período. A afirmação do Natal e de sua simbologia é tão forte que até consegue ecoar nos países que tradicionalmente não são cristãos.
Como são as comemorações do Natal em outros países
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O Natal na visão das outras religiões
O Natal é uma das principais festas das religiões cristãs. Algumas outras religiões ainda mantêm alguma relação com esta data, mesmo que de forma indireta.
| Budismo Cristo nem sequer é mencionado pelos textos sagrados desta religião. Sua festa mais importante ocorre em maio, quando os devotos rememoram o nascimento e a morte de Buda. Nessa ocasião, dão banhos de chá em uma imagem de elefante com um bebè em cima. Ela depois é colocada em um altar enfeitado. Hinduísmo Os adeptos dessa religião reconhecem Cristo como um avatar (encarnação de Vishnu, uma de suas entidades divinas mais importantes). O dia 25 de dezembro é reservado à comemoração da Festa das Luzes. Neste dia, para eles, o nascimento da luz venceu a escuridão. Islamismo Para os islâmicos, Cristo é uma espécie de profeta. Mas mesmo dando relativa importância a sua figura, os fiéis não possuem uma data especial para comemorar seu nascimento. As duas principais festas da religião são a Eid el-Fitr, celebração do desjejum realizada após o Ramadã, e o Eid el-Adha, que marca o encerramento da peregrinação a Meca. Judaísmo Os judeus não reconhecem Jesus Cristo como Filho de Deus e, portanto, não comemoram seu nascimento. No período do Natal, eles realizam o Chanuká, ou a Festa das Luzes. Ela relembra a reinauguração do Grande Templo de Jerusalém, reconquistado pelos judeus após 3 anos de guerras. Quando foi retomado, o local estava cheio de imagens pagãs e sediava costumes profanas. Para purificá-lo, foi necessário acender diversas luzes. Por isso, o principal símbolo do chanuká, que dura 8 dias, é a menorá (candelabro judaico). As oito velas que o adornam são acesas, uma a cada dia, durante a festividade. Testemunhas de Jeová Como entendem que festas de aniversário são um costume pagão, as Testemunhas de Jeová, apesar de prestarem devoção a Crista, não fazem nenhuma comemoração no dia 25 de dezembro. Eles também preferem negligenciar a data, porque não há nada na Bíblia que ateste ser este o dia do nascimento do Messias. Umbanda A religião associa Cristo a Oxalá, maior de todos os Orixás. No dia 25 de dezembro, os umbandistas agradecem à entidade que, segundo sua crença, comanda todas as forças da natureza. |

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