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15 de dez. de 2012

CCA DO CM - DIVINÓPOLIS EM FESTA


CCA DO CM-DIVINÓPOLIS EM FESTA

Mais de 300 crianças, adolecentes e jovens estão reunidos neste momento na Escola Municipal Otávio Olimpío Oliveira no bairro Tietê em Divinópolis-MG, em um grande encontro das CCAs. Representantes de todos os conselhos centrais marcam presença, além de dos participantes o apoio dos presidentes, entre eles destacamos a presença do Confrade Altair do CC Divinópolis Suburbano, Confrade Amir do CC Divinópolis, Confrade João do CC de Oliveira, Consocia @[1692426064:2048:Lucia Maria Pereira] CC de Cláudio e a Consocia Valéria do CC de Pará de Minas.
A Coordenadora da CCA do @[100003198267684:2048:CM Divinopolis Ssvp] Consocia Cidinha organizadora do evento expressa sua alegria em reunir essa multidão em festa.
Mais de 300 crianças, adolecentes e jovens estão reunidos neste momento na Escola Municipal Otávio Olimpío Oliveira no bairro Tietê em Divinópolis-MG, em um grande encontro das CCAs. Representantes de todos os conselhos centrais marcam presença, além de dos participantes o apoio dos presidentes, entre eles destacamos a presença do Confrade Altair do CC Divinópolis Suburbano, Confrade Amir do CC Divinópolis, Confrade João do CC de Oliveira, Consocia Lucia Maria Pereira CC de Cláudio e a Consocia Valéria do CC de Pará de Minas.

A Coordenadora da CCA do CM Divinopolis Ssvp Consocia Cidinha organizadora do evento expressa sua alegria em reunir essa multidão em festa.

Com informações do CM - Divinópolis

12 de dez. de 2012

Celebre a amizade

PROJETO CARIDADE E EVANGELIZAÇÃO
Para o mês de dezembro, a Comissão Nacional de Jovens e Assessoria Espiritual do Conselho Nacional do Brasil (CNB) propõem como tema de reflexões a 'Amizade'. Vale ressaltar que ela também é uma das diretrizes do projeto 'Agenda Positiva', uma iniciativa vicentina que, além da amizade, valoriza a mulher assistida e Ozanam como um modelo de santo para a juventude.
A importância de se manter laços de companheirismo entre os membros da SSVP é a refletida no projeto 'Caridade e Evangelização', um roteiro que deve ser rezado junto às famílias assistidas.
Baixe o roteiro AQUI!

FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL

10 de dez. de 2012

Filha da Caridade escreveu sobre 'Ano da Fé' em 1968



Há exatos 44 anos, a então Superiora Geral das Filhas da Caridade (Ramo da Família Vicentina fundado por São Vicente de Paulo), Irmã Suzanne Guillemin, escreveu uma Circular sobre o 'Ano da Fé', celebrado também atualmente. O documento é datado de 1º de janeiro de 1968.
O Papa Paulo VI também declarou 1967 como 'Ano da Fé'.
Conheça alguns trechos desta meditação:
A fé é a base da vida espiritual e, com maior razão, da vida religiosa; é o princípio de nossas relações com Deus e o manancial da caridade a que tendemos.
Uma Fé simples
Podemos começar a meditação sobre a fé afirmando, simplesmente, que é preciso crer na fé depositada em nós pelo batismo. (…) Tenhamo-lo recebido precoce e inconscientemente no seio de uma família cristã ou nos tenha sido conferido depois das lutas de uma conversão pessoal em plena idade adulta, o dom da fé é o dom inicial que condiciona a devoção de comemorar o aniversário do seu Batismo; celebremos esse dia com ações de graças na meditação do benefício fundamental da vida teologal e num sério exame sobre o modo como o colocamos em ação. Se nossa fé é límpida e sem nuvens, agradeçamos ao Senhor que nos poupou das mais tormentosas lutas espirituais e sirvamo-nos dessa fé simples e luminosa para aclarar o caminho daqueles que, menos privilegiados que nós, conhecem a dúvida e a angústia.
Uma Fé esclarecida
Preocupemo-nos com o nosso estado em relação à fé! Não permaneçamos numa silenciosa inconsciência a esse respeito, pois todo progresso espiritual a que tendemos só pode ser fruto de um progresso na fé. Tenhamos o sincero e firme desejo de ser esclarecidas e aquecidas pela chama da fé; torne-se esse desejo uma vontade firme, que ele seja exercitado numa oração contínua e numa assídua e fervorosa vida sacramental, pois os sacramentos da Penitência e da Eucaristia, recebidos com boas disposições, aumentam em nós a fé, a esperança e a caridade, como o pedimos depois de cada uma das nossas comunhões. A oração e os sacramentos são as fontes perenes em que deve alimentar-se nossa vida teologal.
Uma Fé humilde
A graça da fé não está em segurança, senão nos corações humildes, intimamente convictos de sua fragilidade e, por isso mesmo, tudo esperando de Deus. Sua humildade exerce um atrativo irresistível sobre o Senhor, que se compraz em comunicar-se com eles e em atender a seus desejos. Seja a nossa fé humilde e simples, recebida com imensa gratidão, como inapreciável benefício de que não somos dignas e que devemos valorizar. Que o humilde conhecimento de nós mesmas nos mantenha numa oração contínua pelo aumento da fé e que ela nos leve fundamentar esta fé no ensino oficial da Igreja.
Uma Fé intrépida
Não pensemos que as bases da humildade e da obediência signifiquem uma atitude demissionária de responsabilidade e de compromisso pessoal. A vida segundo a fé é um combate contínuo e exige grande coragem; não sabemos até onde Deus nos conduzirá se formos fiéis e o ato de fé inicial foi, justamente, o de aceitar essa incerteza e de nos comprometermos em seguir o Cristo sem a possível previsão do futuro. “Como de nossa pregação recebestes o Senhor Jesus Cristo, vivei nele, enraizados e edificados nele, inabaláveis na fé em que fostes instruídos, com o coração a transbordar de gratidão!” (Col 2, 6-7).
Uma Fé ativa
O dom da fé, como qualquer outro, não nos foi dado somente em vista do nosso encontro individual com Deus. Por nós, ele foi dado também à Igreja para a salvação de todos e somos responsáveis pelos nossos irmãos, fazendo que a nossa fé se estenda até eles. (…) Lembremo-nos da promessa feita a Santa Catarina, nossa Irmã, promessa que nos compromete, de que “Deus se serviria das duas famílias para reanimar a fé”. Saibamos também que, desde a nossa origem, “o ensino das verdades da fé” foi considerado como dever inseparável de toda ação caridosa. Disso tiramos, para o momento presente, uma grande lição: toda Filha da Caridade deve ser, onde Deus a colocou, uma catequista da fé, não somente junto dos pobres, mas de todos aqueles com quem trabalha ou se encontra.


 FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL, com dados das Filhas da Caridade

Conheça um pouco sobre a Sociedade São Vicente de Paulo


História institucional

   A Sociedade de São Vicente de Paulo, conhecida pelas iniciais SSVP, foi fundada em abril de 1833, em Paris, por um grupo de sete jovens universitários liderados por Frédéric Antoine Ozanam (1813-1853), estudante de Direito na Universidade de Sorbonne, um jovem, na época com apenas 20 anos, de idade e alguns companheiros. A organização adotou São Vicente de Paulo (1581-1660) como patrono, inspirando-se no pensamento e na obra daquele santo, conhecido como o Pai da Caridade pela sua dedicação ao serviço dos pobres e dos infelizes.
   Fiel a seus fundadores, tem a preocupação de renovar-se constantemente e adaptar-se às condições mutáveis do mundo. De caráter católico, está aberta a quantos desejam viver sua fé no amor e no serviço a seus irmãos. A unidade da SSVP no mundo é representada por sua REGRA (REGULAMENTO). Busca, incansavelmente, um trabalho de maior contato e aproximação com a Igreja, através do Clero.

Os fundadores foram:
  • Antônio Frederico Ozanam (1813-1853)
  • Auguste Le Tailladier (1811-1886)
  • François Lallier (1814-1887)
  • Paul Lamache (1810-1892)
  • Félix Clavé (1811-1853)
  • Jules Devaux (1811-1881)
  • Emmanuel Bailly (1794-1861)

A organização hoje

   Atualmente a SSVP está presente em 146 (cento e quarenta e seis) países, com 720.000 (setecentos e vinte mil) membros. O Brasil é o maior país vicentino do mundo: são 45.440 (quarenta e cinco mil, quatrocentos e quarenta) Conferências, mais de 2 mil Conselhos Particulares, quase 300 Conselhos Centrais, 33 Conselhos Metropolitanos, e um Conselho Nacional e milhares de Obras Unidas e Especiais, subordinadas ao Conselho Geral Internacional.

As finalidades da Sociedade de São Vicente de Paulo e sua Técnica Assistencial

   Sua finalidade principal é promover a santificação de seus membros por meio da prática da caridade (vivência real do evangelho). Prestar serviços aos que estiverem em dificuldades e levá-los a Deus sempre que possível. A maior preocupação de Ozanam era o aprimoramento espiritual de seus participantes, sendo os assistidos os providenciais meios que Deus nos deu para isso.
   O vicentino deve insistir na promoção integral do assistido, orientando-o no plano material, mas muito mais no plano espiritual, para levá-lo à participação no Reino de Deus. Assim sendo, os vicentinos devem estar sempre buscando orientações e atualizando-se nas modernas maneiras de assistir os homens de nossos dias, em suas misérias.
   Nenhuma obra de caridade é estranha à SSVP. Sua ação compreende qualquer forma de ajuda, por contato pessoal, no sentido de aliviar o sofrimento e promover a dignidade e a integridade do homem. A SSVP não somente procura mitigar a miséria, mas também descobrir e remediar as situações que a geram. Leva sua ajuda a quantos dela precisam, independentemente de raça, cor, nacionalidade, credo político ou religioso e posição social: daí a existência das chamadas Obras Unidas (asilos, creches, hospitais, etc.) e de Obras Especiais (Escolinhas de informática, de Costura, de Reforço, e das Vilas Vicentinas, etc).
   Os membros da SSVP, Confrades e Consócias (os Vicentinos), são unidos entre si pelo espírito de pobreza e de partilha. Formam, no mundo inteiro, com aqueles a quem prestam auxílio, uma só família, buscando contato com todos os demais movimentos e organizações inspirados em São Vicente de Paulo: é a FAMÍLIA VICENTINA. Os vicentinos procuram, pela oração, pela meditação da Sagrada Escritura e pela fidelidade aos ensinamentos da Igreja, serem testemunhas do amor a Cristo, em suas relações com os mais desprovidos, bem como, nos diversos aspectos da vida.

As Conferências Vicentinas e sua Sistemática Operacional

   A coordenação do trabalho vicentino depende de uma organização simples, mas complexa: primeiro existem grupos, tradicionalmente chamados de Conferências, que se reúnem com regularidade e frequência. As Conferências Vicentinas são grupos de pessoas, formadas, de no máximo, 15 (quinze) membros. Orienta-se ocorrer um desmembramento quando ultrapassar-se esse número. Evita-se com isso lentidão na assistência às famílias. Sua sistemática de operação é simples: reuniões semanais, com visitas às famílias assistidas, acompanhada de disponibilidade, humildade, simplicidade, zelo, afeto e espiritualidade. Essas Conferências são unidas entre si por meio de Conselhos Particulares, de âmbito local.
   Esses são vinculados a Conselhos Centrais, órgãos executivos em determinada circunscrição. Na sequência hierárquica há os Conselhos Metropolitanos, de âmbito regional. Em nível nacional existe o Conselho Nacional, no Brasil, com sede no Rio de Janeiro, RJ, está o Conselho Nacional do Brasil. Coordenando o trabalho em todo mundo está o Conselho Geral Internacional, em Paris, na França. Cada um dos Conselhos deverá ter formada uma Equipe especial, com trabalho voltado para a juventude, denominada COMISSÃO DE JOVENS. O maior trabalho de formação vicentina está a cargo, no Brasil, das Escolas de Capacitação Antônio Frederico Ozanam (ECAFO).
   A Conferência de São José foi agregada em 16 de novembro de 1872(*), sendo, portanto, esta a data em que se considera a implantação oficial da Sociedade de São Vicente de Paulo no Brasil.
   Portanto neste ano (2010) completaremos 138 anos da SSVP no Brasil. Em abril deste ano completamos 177 anos de fundação em Paris.

Campanha europeia questiona fatores que geram a pobreza


Esta é a pergunta que os jornalistas de rádio, televisão e internet de toda a Europa fizeram ressoar na semana passada. Trata-se de uma campanha informativa sobre pobrezas velhas e novas e sobre o que é que se pode fazer para melhorar a vida de quem sofre - seja nos países do bem-estar, seja naqueles em via de desenvolvimento.
Neste editorial, Philippa Hitchen, jornalista do Programa Inglês da Rádio Vaticano, reflete sobre o contributo específico da Igreja.

"Tratam-se de relações justas" - foi assim que me disse um sábio frade franciscano há muitos anos atrás.
"Trata-se de perceber o nosso lugar no ecossistema da vida, de perceber a nossa dependência, não só de Deus, mas uns dos outros e todos do Criador."
Nos últimos vinte anos a nossa ideia de pobreza distanciou-se do conceito expresso pelo Banco Mundial nos anos 90, limitado a quem vive com menos de um dólar por dia. Hoje como nos recordam os "Millennium Development Goals", já não se trata de quanto é que uma pessoa ganha. Hoje fala-se de acesso à educação, à saúde e a água potável; trata-se de proteger o ambiente, combater a ignorância, promover direitos iguais entre homens e mulheres e de aumentar a participação no processo político. O ano de 2015 deveria assinalar uma meta importante: diminuir o número de pessoas que vivem na pobreza no mundo. Mas é uma meta que deveria também garantir maior acesso às novas tecnologias das comunicações e da internet. Muitas vezes é precisamente a falta disto que deixa inteiros países num estado de subdesenvolvimento e de humilhação.
Foram precisos decénios para que as instituições financeiras e outras, percebessem o erro do modelo "do alto em baixo" ou então aquele da "mesma medida para todos", quando se trata de desenvolvimento internacional. Há muito tempo que, ao contrário, a Igreja Católica promove uma doutrina social baseada sobre o potenciamento, sobre a interconectividade e sobre uma visão holística e comum da dignidade humana. É precisamente isto que fazem tantos homens e mulheres, religiosos e religiosas em todo o mundo quando gerem escolas e hospitais, iniciativas e programas que ajudam tantas pessoas a ajudarem-se a si mesmas - em vez de dependerem da caridade ocidental.
Já durante o século XIX, os Papas e outros representantes da Igreja desenvolveram os princípios da justiça social no seu contexto histórico: na Inglaterra, o Cardeal Henry Manning propôs-se como mediador durante uma famosa greve portuária; a encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII foi publicada só dois anos depois. Tempos mais recentes viram a publicação de um documento da parte do Conselho Pontifício Justiça e Paz sobre o débito internacional que antecipou uma campanha de cancelamento do débito chamada "Drop The Debt". Para já não falar da Enciclica Caritas in Veritate de Bento XVI que lança um desafio aos governos, aos bancos e às multinacionais para enfrentar as causas da pobreza no mundo de hoje.
Ora bem, porque é que não é mais conhecido e difundido este rico e articulado ensinamento sobre a dignidade humana e sobre a solidariedade global? Como é que é possível que a doutrina social da Igreja seja descrita como um "segredo escondido", ou, ainda pior, "não tratado"? Até mesmo a pop star Bono, em visita recente ao Vaticano, quis encorajar o Cardeal Turkson a aumentar a visibiliade da Igreja na campanha contra a pobreza. Se calhar há uma tendência na Igreja a ter um perfil de presença demasiado baixo, dedicando-se em silêncio ao trabalho que tem a fazer e deixando a retórica aos políticos e às pop-stars? Ou, talvez, temos desconfiança de trabalhar com outros que nem sempre partilham do "nosso modo de fazer"? Com efeito, existem aqueles que não sonsideram a justiça e a paz como parte integrante da fé na Igreja Católica. Em muitos seminários e espaços de formação , os cursos que aprofundam a doutrina social da Igreja são ainda "opcionais". E depois há uma outra dificuldade estreitamente pessoal: a decisão de tomar a sério a mensagem do Evangelho significa mudar radicalmente a nossa vida, as nossas relações com os outros - e não só daqueles que nos estão mais próximos, amigos e parentes, mas também com aqueles que vivem da outra parte do mundo. Significa empenhar melhor o nosso tempo, as nossas energias, o nosso dinheiro. Significa mudar o modo em que afrontamos os negócios, a política, o mundo financeiro. Somos verdadeiramente capazes, neste Advento, de seguir a exemplo do que fez S. Francisco e colocar de lado os nossos egoismos e as nossas hipocrisias? Conseguiremos dar, não apenas no sentido económico ou caritativo, mas dando-nos a nós mesmos, colocando-nos ao serviço dos outros - exactamente como Deus fez por nós?
Isto sim é que seria um dom que faria a diferença neste Natal.

Philippa Hitchen - Programa Inglês da Radio Vaticano