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12 de dez. de 2012

Infância e Adolescência Missionária define Assembleia Nacional 2013


IGREJA NO BRASIL

POM - Infancia MissionariaRedação Portal A12



Coordenadores estaduais da Infância e Adolescência Missionária (IAM), de todo o país, reunidos em Assembleia Nacional, na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília (DF), planejaram o calendário de atividades para o trabalho em 2013.

Entre os eventos programados destaca-se a Jornada Nacional da IAM que abrirá o Ano da Obra no Brasil, no dia 26 de maio de 2013, com atividades previstas para acontecer ao mesmo tempo em todas as dioceses.

O secretário nacional da IAM, padre André Luiz de Negreiros levou propostas em base a experiências de Jornadas Nacionais realizadas em países do Cone Sul e destacou algumas atividades para ajudar a vivenciar o evento que marca os 170 anos da fundação da Obra.

A partir de 2013, a Jornada Nacional passa a acontecer todos os anos no último domingo do mês de maio quando serão recolhidos os tradicionais cofrinhos com as ofertas, fruto do sacrifício das crianças e adolescentes. A cada ano, as atenções se voltam para um continente começando, em 2013, pela América.

Após analisar várias propostas vindas dos grupos de trabalho a Assembleia escolheu como tema para a Jornada Nacional de 2013: “IAM da América a serviço da Missão”; e lema: “Vocês
O diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti, destacou a importância da IAM para a Igreja.

“As POM têm muito a agradecer pelo trabalho da IAM que são a menina dos olhos na animação missionária da Igreja no Brasil. A CNBB reconhece a sua importância. Precisamos seguir apostando nas crianças e adolescentes para intensificar a caminhada. Deus está nos abençoando”, afirmou.


Com informações da POM

Fonte: A12.com

11 de dez. de 2012

Padre comenta evangelização no ambiente virtual


André Luiz

Da Redação


Canção Nova
Padre Clóvis Andrade acredita ser possível verificar resultados positivos das iniciativas da Igreja Católica no ambiente virtual
Desde sua origem, a Igreja esteve presente nas realidades próprias de cada tempo, cumprindo o mandato de Jesus de ser sal da terra e luz do mundo. A Igreja esteve presente no surgimento da imprensa, depois no cinema, no rádio e na TV. Nos dias atuais, o desafio da Igreja é ser presença nas novas tecnologias que estão inovando o processo de comunicação.
TVs, rádios, sites, redes sociais e novas ferramentas tecnológicas estão à disposição da Igreja para a propagação da fé, da espiritualidade e dos valores cristãos. E é expressivo o número de organismos católicos já presentes nos meios de comunicação social, especialmente nas novas tecnologias. 
De acordo com o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, padre Clovis Andrade, da Comunidade Canção Nova, é necessário compreender as realidades do tempo presente, suas linguagens próprias e a diversidade de formas e símbolos. Entendendo estes ambientes, a Igreja é convidada a anunciar o Reino de Deus aos homens e mulheres de hoje, inseridos em uma nova cultura, em novos sujeitos e em novas relações. 
Os frutos da presença da Igreja nos meios virtuais
Padre Clóvis afirma que é possível verificar resultados positivos nas diversas iniciativas da Igreja Católica nos meios virtuais. Segundo ele, estas iniciativas explicitam a forma de evangelizar na web de cada organismo religioso, que do seu jeito, constroem uma verdadeira riqueza para a Igreja e a sociedade como um todo. 
Uma das iniciativas oficiais da Igreja Católica é a Rede de Informática da Igreja no Brasil (RIIBRA), organismo ligado ao Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais. Seu objetivo é viabilizar a ação evangelizadora da comunidade eclesial no Brasil, articulá-la em rede, torná-la mais dinâmica e ampliar o espaço de escuta, comunhão e colaboração entre os católicos. Atualmente, padre Clóvis Andrade é o responsável pelos trabalhos da RIIBRA.
Além desta, outras atividades como portais, sites, blogs, iniciativas de formação humana, de evangelização direta e indireta, catequese para os jovens, games educativos para crianças, uma grande diversidade de ações concretas são realizadas nos mais variados segmentos.  
Segundo o padre, o grande desafio atual é fortalecer as iniciativas já existentes, gerando comunhão para que possam crescer cada vez mais e aprofundar a formação para o real sentido da presença da Igreja na Rede.
Evangelização dos jovens nas redes 
Dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mostram que 83% dos jovens brasileiros, com idade entre 15 e 16 anos, possuem perfil em alguma rede social. 
Ao contrário do que se imagina, a eficácia da evangelização dos jovens nos ambientes virtuais não está primeiramente ligada às técnicas, ao potencial de marketing ou à criatividade das postagens. De acordo com padre Clóvis, o testemunho de vida fora e dentro das redes é o melhor caminho para quem quer evangelizar a juventude por meio das novas tecnologias. 
“A autenticidade, a coerencia e a vivência do Evangelho são fundamentais. Arrisco dizer que sem isso, qualquer esforço seria estéril; poderia até ser bem sucedido no início, mas não resistiria à prova do tempo,” afirma o sacerdote. 
Para o padre, a linguagem da Igreja precisa se adequadar à dos jovens. “Não se pode colocar vinho novo em odres velhos”, lembra o sacerdote, citando a frase de Jesus no Evangelho de Lucas (Lc 5,38). Segundo ele, é preciso questionar: será que a Igreja não está levando a graça de Deus que é sempre nova, em “recipientes velhos”, com linguagens e métodos que os jovens não entendem?
“Não tenhamos receio de buscar entender as novas linguagens deste tempo tão desafiador para todos. Com a criatividade do Espírito Santo é preciso interagir com essa multidão sedenta de Água Viva, desejosa da verdade não simulada e que busca, talvez sem ter muita consciência disso, um encontro real e presencial, num tempo em que parece prevalecer a virtualidade.”
Arquivo
Padre Pedro Gomes ressaltou a necessidade de ter cuidado para não formar uma "espiritualidade apenas virtualizada"
Desafios e riscos da evangelização virtual
Desafios e riscos também marcam esta nova forma de evangelizar. Segundo o padre Pedro Gilberto Gomes, Jesuíta, Doutor em Ciência da Comunicação e Pesquisador também na área da comunicação, deve-se ter cuidado para não formar uma “espiritualidade apenas virtualizada” e distante do concreto.

Padre Pedro recomenda um cuidado especial para não se perder o inter-relacionamento pessoal e a vida de comunidade. Para ele é necessário que se viva uma vida eclesial, que se esteja num espaço onde a formação humana e espiritual possa acontecer também frente-a-frente, num ambiente onde se possa exercitar, concretamente, os princípios cristãos. 
Padre Clóvis Andrade acredita que a presença da Igreja nos meios de comunicação não trata-se de um fascínio pelas tecnologias ou um modismo desse ou daquele equipamento de última geração. Isto seria um risco para os cristãos. Segundo ele, trata-se na verdade de entender que a Igreja é chamada a fazer-se presente onde o homem se encontra e ali ajudá-lo a encontrar-se com Cristo e ter uma vida repleta de sentido. 
Na opinião de padre Clóvis, estar nas novas mídias é uma maneira de formar o homem e a mulher, de modo especial os jovens, para uma visão crítica que lhes ajude a repensar alguns conceitos e até mesmo dosar o tempo que passa no ambiente virtual e o tempo que investe nos relacionamentos presenciais tão importantes e insubstituíveis.

10 de dez. de 2012

Dezembro/2012: É tempo de Natal!


Dom Eduardo Pinheiro
Todos os dias são presente de Deus, mas o mês de dezembro é especial! Ele nos oferece uma forte carga de alegrias, surpresas, experiências de fé e de fraternidade. O ritmo é acelerado; queremos colocar tudo em ordem, preparar as celebrações e as festas; algumas vezes até fazer viagens.
É tempo de Natal! Mas é muito mais do que um simples dia 25 no último mês do ano! É um momento rico de situações que nos envolvem, interna e externamente, auxiliando-nos na autoestima, fortalecendo nossa fé, corresponsabilizando-nos nas atividades, amadurecendo nossos laços de solidariedade. Quando bem motivados e acompanhados, as crianças e jovens presentes em nossos ambientes se sentem valorizados pelo envolvimento nas diversas atividades próprias deste tempo.
Como é bom lembrar das inúmeras reuniões de preparação para o Advento e o Santo Natal! Normalmente os deveres escolares já tinham chegado ao fim e a esta alegria do descanso unia-se a satisfação dos encontros com os outros jovens para que cada detalhe não faltasse à Festa. Tudo começava com a busca daquelas caixas que guardavam o material utilizado no ano anterior e com a compra do que faltava para materializar as novas ideias brotadas, muitas vezes, da criatividade juvenil. Era gente por todo lado. Crianças ensaiando encenações natalinas, adolescentes e jovens recortando letras para os murais! A armação do presépio – sempre bem cuidado, ainda mais quando o padre entendia do assunto – envolvia muitos e atraía curiosos que não deixavam de dar seus palpites; serragem, pedras e luzes não podiam faltar! Os dias e as horas passando, e o Natal chegando! A pasta de cantos era renovada e o grupo de jovens não media esforços para preparar bem a liturgia, principalmente as músicas; quanto ensaio! Em geral rolavam também confraternizações e “amigo secreto” com lembrancinhas e salgados partilhados. Arrecadações e cestas básicas eram organizadas em vista do Natal dos mais pobres, aliviando-os da dureza de tantos momentos passados no ano que terminava. Conversas, histórias, notícias e novidades não faltavam entre os jovens. A comunhão e a participação fortaleciam nossa vocação de discípulos.
Os párocos que passaram em minha vida no tempo da infância e juventude intuíam que aquela agitação toda, envolvendo as crianças e os jovens, era fundamental para sua vida pessoal e sua fé, suas relações com os irmãos, seu amor à Igreja, seu compromisso com os mais pobres! Recordo-me da intensidade das atividades e dos envolvimentos! Sentíamo-nos parte da Igreja! Mais do que isto! Sentíamo-nos as próprias peças do presépio, as notas dos instrumentos musicais, as letras dos cantos, os presentes entregues, a alegria dos encontros, o alimento dos necessitados, o som do sino, o calor dos abraços e apertos de mão.
Emociono-me só de lembrar desse espírito de festa vivido em clima juvenil no final de ano! Mal sabia eu que esses milhares de detalhes estavam interferindo profundamente em minha existência, fortalecendo minha fé e minha adesão radical a Jesus Cristo e à Igreja, comprometendo-me, ainda mais, com o Evangelho do amor, da paz e da unidade. Obrigado, Pe. Pascoal Forin e Pe. Valério Utel! Na pessoa de vocês dois, que marcaram minha vida e vocação na comunidade de origem, agradeço a tantos párocos, vigários paroquiais, religiosos e religiosas, leigos adultos que, espalhados pelo nosso Brasil, sabem, com o coração de pastor, potencializar este momento com o envolvimento das crianças, adolescentes e jovens! Afinal, não poderia ser diferente: Jesus nasce de maneira tão simples e desconcertante; é o novo que carrega consigo a novidade de um mundo melhor! Que sabedoria envolver as novas gerações nesta dinâmica natalina!
Ao pedir que Deus abençoe todos aqueles que na espiritualidade do Natal se comprometem com a evangelização da juventude, rezo para que não faltem em nossas comunidades espaços, oportunidades e pessoas que apostem na força dos jovens e os mantenham ao lado de Jesus, no aconchego do presépio, no colo de Maria e de José.
Que a felicidade de seu Natal, querido irmão, seja o sinal visível de sua adesão incondicional a Jesus Cristo e do seu pastoreio junto ao seu povo, principalmente a nossa linda juventude.
Continuemos acompanhando a nossa Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora que, neste mês, visitarão nossos irmãos uruguaios e paraguaios. Sejam eles abençoados, como está acontecendo com nossos jovens brasileiros, ao celebrar a vida e a fé ao redor dos preciosos símbolos da JMJ.
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB