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11 de dez. de 2012

Dom Odilo Scherer participa da corrida Bote Fé na Vida em São Paulo


O arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Scherer correu na prova Bote Fé na Vida, promovida pela Arquidiocese de São Paulo
A Arquidiocese de São Paulo promoveu no último domingo, 09 de novembro, a edição paulista da corrida e caminhada de rua “Bote Fé na Vida”. O evento foi realizado dentro do contexto de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 e reuniu cerca de três mil pessoas.
A corrida rústica teve a participação especial do arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal Dom Odilo Pedro Scherer que, após da benção da largada, reuniu-se aos demais atletas e correu por todo o percurso.
As inscrições foram gratuitas e o trajeto variou entre 5 km para corrida e 2,5 km, caminhada. A organização já antecipou que em março de 2013 haverá outra corrida, que vai abranger as igrejas do centro da cidade.
O campeão da prova masculina, Jefferson Assis de Souza, completou os 5 km de prova em pouco mais de 16 minutos. Ele salientou que é importante o incentivo ao exercício físico e ao esporte e, mais que ganhar, o importante é competir.
Diversos jovens da arquidiocese participaram da corrida e caminhada rústica. A jovem Júlia Armelim, da Igreja Dom Bosco, Região Episcopal Lapa, que caminhou ao lado da mãe, Roberta Armelim, disse que o evento animou ainda mais os preparativos para a JMJ Rio2013.
O Movimento dos Focolares reuniu cerca de 30 pessoas que caminharam os 2,5 km. Para eles será emocionante a JMJ no Rio de Janeiro. Os jovens comentaram que trabalharão ativamente na Jornada, participaram da Feira Vocacional e farão uma apresentação teatral.
A versão nacional do “Bote Fé da Vida” ocorreu em 07 de julho de 2013 e contou com a participação de cerca de 100 dioceses. O evento foi uma idealização da Comissão Especial para a Jornada Mundial da Juventude da CNBB.
Foto e texto: Arquidiocese de São Paulo e redação

10 de dez. de 2012

Centenas de pessoas acompanham símbolos da JMJ pelas estradas paraguaias


Por  em 10/12/2012

O dia começou com a vigília na cidade de Santa Rita, ao sul de Ciudad del Este. Ali, mais de 80% dos moradores são brasileiros ou filhos de brasileiros, os chamados brasilguaios. As regiões leste e nordeste do Paraguai e a zona de fronteira com o Brasil são as regiões com maior número de brasileiros. A grande maioria é de produtores rurais que trabalham em sistema de cooperativas ou possuem grandes propriedades e plantam, principalmente, soja, trigo e milho.
este_villarica2Marcelo é filho de produtores rurais e já nasceu no Paraguai. Ele é coordenador de um grupo da Renovação Carismática em Santa Rita e disse que a prosperidade conseguida pelos brasilguaios no campo tem efeitos colaterais. “Muitos casais se separam com poucos meses de casados, por se preocuparem muito com os bens materiais. Nem tudo é dinheiro”, disse. Ele espera que a peregrinação da Cruz e do Ícone possa ajudar os brasilguaios a terem uma fé mais fervorosa como a dos paraguaios.
TradicionalA segunda parada foi em Ciudad del Este, que faz fronteira com Foz do Iguaçu (PR) e é, provavelmente, a cidade mais conhecida entre os brasileiros por seus produtos baratos. Um grupo de jovens com passos marcados e luvas nas mãos preparou os símbolos para uma carreata pelas ruas cheias de lojas de produtos eletrônicos. Com uma missa, a cidade celebrou a passagem pelos símbolos. A diocese é a onde há maior número de seminaristas no país, 150 no total. Segundo o vigário episcopal para a juventude, padre Jorge Martinez, isso é um reflexo da vivência mais tradicionalista, com reforço na vivência sacramental dos fieis.
A passagem pela diocese de Coronel Oviedo foi cheia de pequenas paradas em povoados. Em cada local, de crianças a idosos, todos esperavam em filas, sob um sol de 34o, para poder rezar junto aos símbolos. Na chegada à Villarica, terra de poetas paraguaios como Manuel Guerrero, uma apresentação dos jovens saudou a chegada dos símbolos. O bispo local e referencial para a juventude, dom Ricardo Valenzuela, recebeu e convidou os jovens a se aproximarem da Cruz e de Cristo.
Presídio
Mais de 100 internos do presídio mista de Coronel Oviedo participaram do momento de oração com a Cruz e o Ícone. Ao total, a prisão tem 583 detentos, sendo 28 mulheres e, apenas, 64 com sentenças já definidas. O diretor do presídio, Carlile Benitez, foi coordenador nacional da Pastoral Juvenil do Paraguai de 2006 a 2010. De acordo com ele, a vivência pastoral ajudou a “humanizar” o trabalho com os presos, em especial nos cuidados com a saúde, como a implementação de uma atenção psicológica aos internos.
Isabelino Zala é o responsável pela Pastoral Carcerária do presídio, mas dentro do presídio. Condenado há 12 anos por homicídio e há 4 anos na prisão, atualmente ele procura ajudar os outros presos a buscarem pela oração e vivência dos valores cristãos uma referência para continuar a vida dentro e fora da penitenciária. “A visita ajuda a renovar a vontade de seguir a Deus para não voltarmos aqui”, disse. A missa celebrada em Coronel Oviedo, seguida de um show com cantores locais, foi o fim da peregrinação pela região leste. O destino seguinte foi a região norte do país, penúltima a ser visitada.

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Símbolos da JMJ peregrinam em Santa Catarina em janeiro


Por  em 10/12/2012



Chuva de flores de ipê rosa em Blumenau (SC) – Crédito: Marcelo Martins / Prefeitura de Blumenau
Em janeiro, será a vez de o estado de Santa Catarina, que corresponde ao Regional Sul 4 da CNBB, receber a Cruz dos Jovens e o Ícone de Maria, que já peregrinaram por quase todos os estados brasileiros. Todas as dez dioceses catarinenses receberão a visita dos símbolos, que começa no dia 1° e termina no dia 31 de janeiro. O principal momento da peregrinação no estado será o Bote Fé Florianópolis, no dia 12 de janeiro.











Roteiro dos Símbolos da JMJ no estado de Santa Catarina














1°a 4 de janeiro: Diocese de Lages
4 a 7 de janeiro: Diocese de Criciúma
7 a 10 de janeiro: Diocese de Tubarão
10 a 13 de janeiro: Arquidiocese de Florianópolis
13 a 16 de janeiro: Diocese de Joinville
16 a 19 de janeiro: Diocese de Blumenau
19 a 22 de janeiro: Diocese de Rio do Sul
22 a 25 de janeiro: Diocese de Caçador
25 a 28 de janeiro: Diocese de Joaçaba
28 a 31 de janeiro: Diocese de Chapecó

Montevidéu celebra o início da peregrinação dos símbolos da JMJ pelo Uruguai




Jovens fazem oração com a Cruz da JMJ no alto da Fortaleza do Cerro, com vista para toda Montevidéu e a baía do Rio da Prata.
Um país com 3,5 milhões de habitantes, sendo 60% católicos dos quais 5% participa das atividades paroquiais. Esse é o Uruguai, que recebe a Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e do Ícone de Maria desde sexta-feira (7). Os símbolos da JMJ irão para 5 das 10 dioceses existentes no país. A peregrinação começou às 20h com uma vigília no Santuário Sagrado Coração de Jesus, no bairro Cerrito de la Victoria em Montevidéu. A capital tem 1,5 milhão de habitantes, 42% da população do país.
O padre responsável pela juventude paraguaia, Daniel Silva, afirmou que os jovens católicos que participam são apenas 5% dos batizados em média, mas são todos estes são muito comprometidos com os trabalhos da pastoral juvenil.
“O jovem uruguaio como os demais jovens estão em busca de uma nova realidade religiosa, devemos saber como nos conectar com ele”, disse Padre Daniel Silva, que também é o assessor da pastoral juvenil do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai). Segundo ele, o principal desafio é aproximar-se dos jovens e caminhar com eles.
Para o responsável pela juventude da Comunidade Shalom em Montevidéu, Gabriel Gomcy, o país tem uma realidade desafiante em que a secularização chega principalmente à juventude. “Essa visão da secularização gera compaixão pelos jovens sem rumo e um fortalecimento da fé”, disse. Segundo ele, que está há três anos na capital, a vinda dos símbolos da JMJ ajuda a fortalecer a fé do jovem uruguaio, pois faz ele sentir-se parte da Igreja universal.
Penitenciária

O sábado (8) pela manhã foi dedicado à peregrinação em regiões mais empobrecidas da capital uruguaia. O primeiro destino foi a penitenciária Punta de Rieles. A média de idade dos presos é de 25 anos. Apenas quatro jovens participaram do momento com membros da pastoral carcerária de Montevidéu. Segundo o assessor diocesano da juventude, Guilhermo Porras, não havia possibilidade de muitos membros da pastoral juvenil participarem por causa de normas do presídio. “Mais que trazer jovens queríamos cuidar dos jovens daqui”, disse.
Ernesto Alvarez já está há 18 anos na prisão por vários roubos. Ele já tem projetos para quando sair da prisão em abril de 2013. “Quero fazer sociologia para trabalhar com o sistema carcerário”, afirmou. Ele disse que participava de grupo de jovens na diocese de Florida, mas acabou se perdendo no caminho pelo roubo.
Missa na rua
A segunda parada foi uma missa no bairro de Villa Española, região com pouca infraestrutura e muitos moradores de rua, perto do mercado popular de frutas. Daniel Garat faz parte do grupoSembradores (semeadores) que, há dez anos trabalha com a população da rua com ajuda imediata de comida, assistência espiritual e auxílio para sair dessa realidade.
Em 2010, Daniel caiu de uma altura de 4 metros depois quando estava bêbado. Quebrou braço e se machucou bastante. O tempo no hospital fez ele refletir sobre a vida. Recebeu o convite para conhecer o grupo e não deixou mais. No último ano fez primeira eucaristia, crisma e participou da JMJ. “Voltei com outro ar [de Madri], muito mais forte na fé”, afirmou.
O último ponto foi a peregrinação até a região do Cerro de Montevidéu, bairro popular de onde se pode ter uma vista de toda a capital.
Show e missa
Desde as 18h, várias bandas animaram os jovens em frente à catedral no centro de Montevidéu. O show preparou o momento de oração a partir das 21h. O último evento da peregrinação em Montevidéu foi a missa solene com o arcebispo local, dom Nicolas Cotugro. Ele convidou os jovens a fortalecerem sua identidade cristã a partir do exemplo de Maria com a escuta da palavra, a oração e a missão.
No domingo (9), os símbolos seguiram para a Diocese de Minas, no leste do Uruguai.
Por Tiago Miranda