2 de abr. de 2012

Jornada Mundial da Juventude já tem 17 mil voluntários inscritos



Cerca de 17 mil voluntários já se inscreveram para ajudar na Jornada Mundial da Juventude Católica que será celebrada em julho de 2013 no Rio de Janeiro e presidida pelo papa Bento XVI, indicaram nesta segunda-feira os organizadores. De quinta-feira a sábado, cerca de 300 líderes juvenis de 99 países assistiram ao primeiro encontro preparatório da JMJ em uma localidade na periferia de Roma, segundo informou o arcebispo brasileiro, monsenhor Orani João Tempesta, durante uma coletiva de imprensa no Vaticano.
O evento acontecerá de 23 a 28 de julho de 2013. Trata-se do primeiro encontro juvenil em português e que também marcará a volta da JMJ à América Latina. Em 1987, a jornada foi em Buenos Aires, durante o pontificado de João Paulo II.
O presidente da comissão episcopal do Brasil, monsenhor Eduardo Pinheiro da Silva, ilustrou alguns detalhes da organização e coordenação do evento que envolve 460 bispos brasileiros. Segundo o religioso, cerca de 2 milhões de jovens se reunirão em várias cidades do Brasil para receber a cruz proveniente da JMJ de Madri-2011. A cruz já passou por 130 dioceses das 170 existentes e deverá continuar com sua peregrinação por hospitais, prisões, universidades e escolas, entre outros.
A rede social da JMJ no Facebook e Twitter já conta com 600 mil seguidores e a inscrição dos grupos de peregrinos estará aberta a partir do mês de julho de 2012, indicou o religioso. O arcebispo anfitrião contou ainda que, em sua catedral, a cada segunda sexta-feira do mês é feita uma vigília de oração das 22h às 6h, e que não descarta que seja organizada uma via crúcis nas favelas do Rio.
Para terminar, o arcebispo do Rio admitiu que, nos últimos anos, o nível econômico do País cresceu e que das diferenças sociais diminuíram. "A JMJ será uma oportunidade para oferecer também as novas gerações um crescimento nos valores cristãos de solidariedade, justiça, esperança e coragem", disse.
As próximas jornadas terão lugar um ano antes do previsto para evitar que coincidam com o Mundial de Futebol do Brasil em 2014. Por sua parte, o cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para Laicos, não descartou que a JMJ seguinte seja realizada na África, apesar das dificuldades logísticas que isso implica, explicou.

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