21 de nov. de 2011

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Juventude está na pauta do governo federal

“A juventude no Brasil precisa ter condições de construir sua própria trajetória”. Principalmente ante a desafios específicos desse segmento da população, como violência e desemprego. É o que pensa Severine Macedo, Secretária Nacional de Juventude, uma pasta vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República com foco nas políticas públicas de juventude no governo federal. A pasta dedica-se a 27% da população brasileira, algo próximo a 53 milhões de cidadãos.
Em entrevista exclusiva a este blog, a secretária conta como o governo procurar articular as diversas frentes para promover a cidadania do jovem no país. Segundo Severine, o recorte principal da Secretaria, hoje, é a questão da violência, uma vez que os jovens são particularmente mais vulneráveis a ela.
“As políticas implementadas para os jovens levam em conta as questões de gênero, racial, de orientação sexual, de campo/cidade… Se não for assim, você não atinge efetivamente essas populações”, explica. “Sozinhas, as políticas sociais e de inclusão não fazem com que a violência diminua”, acrescenta. Segundo ela, isso pode ser comprovado pelos altos índices de violência que afetam os jovens brasileiros, sobretudo, os jovens negros.
Segurança com perspectiva cidadã
Um conjunto de ações que abrangem desde políticas de inclusão e educação às políticas nas áreas de segurança pública já estão na pauta do governo Dilma Rousseff. “Queremos uma política de segurança forte e, principalmente, com uma perspectiva cidadã é fundamental”, cita Severine.
Ela cita como exemplo a ação nacional de combate à violência contra os jovens – que prevê a participação de vários ministérios, dentro do Fórum de Direito e Cidadania. Ela será discutida com o Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), o Conselho da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPIR) e o Fórum Interconselhos dos movimentos sociais.
Desemprego é três vezes maior entre os jovens
Outro desafio de sua pasta, ressalta Severine, é o desemprego.  No entanto, os índices desemprego são três vezes mais altos nessa faixa quem entre os adultos. “E não se trata apenas de gerar trabalho, mas trabalho decente para os jovens”.
Nessa frente, o esforço do governo brasileiro vem sendo articulado, inclusive, com outros parceiros do MERCOSUL. “Estamos fazendo um grande esforço dentro do MERCOSUL em prol da agenda do trabalho decente para o jovem”, informa. O conceito vem sendo discutido, por exemplo, no âmbito do Grupo Mercado Comum (GMC) para alavancar o Plano de Trabalho Decente Juvenil. Severine conta, também, que a pauta foi discutida em junho durante a Conferência Mundial do Trabalho Decente, promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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